Shelley Fabares, estrela de “The Donna Reed Show” e voz de “Johnny Angel”, morre aos 82 anos

Shelley Fabares, atriz de “The Donna Reed Show” e “Coach” e cantora do hit “Johnny Angel”, morreu aos 82 anos em Los Angeles.

Shelley Fabares em retrato promocional de 1966
Shelley Fabares em retrato promocional de 1966. Imagem: Wikimedia Commons.

A atriz e cantora norte-americana, figura marcante da televisão dos anos 1960 e dona de um dos grandes hits pop da época, morreu em Los Angeles.

Shelley Fabares morreu aos 82 anos em Los Angeles. A informação foi confirmada pela família à Associated Press. Segundo o comunicado, a atriz e cantora morreu no sábado, 22 de agosto, e nenhuma causa foi divulgada.

Fabares atravessou diferentes fases da cultura pop norte-americana. Ficou conhecida ainda muito jovem como Mary Stone em The Donna Reed Show, série exibida entre o fim dos anos 1950 e o começo dos anos 1960, antes de consolidar uma carreira que também passou pela música, pelo cinema e por uma longa volta à televisão.

De estrela teen a número 1 da Billboard

Em 1962, no auge da popularidade de The Donna Reed Show, Fabares lançou “Johnny Angel”. A canção chegou ao primeiro lugar da Billboard Hot 100 e virou um dos registros mais conhecidos do pop adolescente daquele período. O sucesso musical não apagou a carreira de atriz — pelo contrário, ampliou sua presença em filmes, programas de TV e especiais.

No cinema, Fabares apareceu ao lado de Elvis Presley em produções como Girl Happy, Spinout e Clambake. Esse contato direto com a máquina de entretenimento dos anos 1960 ajudou a construir uma imagem rara: ela circulava com naturalidade entre sitcom, cinema popular e música de rádio.

Uma segunda vida na televisão

Décadas depois da fama juvenil, Fabares voltou a ter grande visibilidade como Christine Armstrong em Coach, papel que interpretou entre 1989 e 1997 e que lhe rendeu duas indicações ao Emmy. Também teve participação recorrente em One Day at a Time.

Esse segundo ciclo de sucesso é parte importante de seu legado. Diferentemente de muitas estrelas associadas apenas a uma era, Fabares conseguiu se reinventar diante de gerações diferentes de público. Para alguns, ela era a jovem de “Johnny Angel”; para outros, a presença familiar de Coach.

A família descreveu Shelley Fabares como uma fonte de amor, força, humor e conforto para quem conviveu com ela. A atriz era casada com Mike Farrell desde 1984.

Sua morte encerra uma trajetória de quase seis décadas ligada à indústria do entretenimento — uma carreira em que televisão, cinema e música nunca estiveram realmente separados.

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