Mac Miller ganha edição de 10 anos de “The Divine Feminine” com três faixas inéditas

Edição de 10 anos de “The Divine Feminine”, de Mac Miller, chega em 2 de outubro com três faixas inéditas; “Butterflies”, com Thundercat, já foi lançada.

Capa de The Divine Feminine, álbum de Mac Miller

O espólio de Mac Miller prepara uma nova edição de The Divine Feminine para celebrar os dez anos do álbum. O relançamento chega em 2 de outubro e inclui três faixas inéditas das sessões originais, além de uma nova apresentação do projeto em formatos físicos e digitais.

A primeira novidade já está disponível: “Butterflies”, música produzida por Taylor Graves que traz Thundercat no baixo e Daniel Hardaway no trompete. A faixa recupera o lado mais soul e melódico que marcou uma das fases mais importantes da carreira de Mac Miller.

Lançado originalmente em 2016, The Divine Feminine representou uma virada clara na trajetória do rapper de Pittsburgh. Depois de consolidar sua habilidade como MC em trabalhos anteriores, Mac mergulhou em um disco mais íntimo, interessado em romance, desejo, vulnerabilidade e nas várias formas de amor.

Um disco decisivo na evolução de Mac Miller

O álbum reuniu colaboradores de peso, como Kendrick Lamar, Anderson .Paak, Ariana Grande, Bilal, CeeLo Green, Ty Dolla $ign e Njomza. Mesmo com tantos convidados, o centro do disco sempre foi a mudança de linguagem de Mac: arranjos mais quentes, vocais mais expostos e uma aproximação cada vez maior com soul, jazz e R&B.

A edição comemorativa terá as dez músicas originais e mais três gravações inéditas. Até agora, apenas “Butterflies” teve o título revelado oficialmente. As outras duas faixas ainda aparecem sem nome na tracklist divulgada.

Além do relançamento, o site oficial de Mac Miller foi renovado com fotografias, vídeos e materiais de arquivo reunidos por familiares, amigos e colaboradores. O movimento reforça uma abordagem cuidadosa do espólio, que nos últimos anos tem tratado o catálogo do artista como um arquivo vivo, evitando transformar lançamentos póstumos em simples exploração comercial.

Entre memória e continuidade

Mac Miller morreu em 2018, aos 26 anos, pouco depois do lançamento de Swimming. Desde então, seu catálogo continuou a crescer de forma controlada, com Circles, em 2020, e Balloonerism, em 2025, além de reedições e materiais recuperados.

The Divine Feminine permanece especialmente importante porque mostra um artista em plena transição. É um disco que ampliou sua imagem pública e revelou uma musicalidade mais sofisticada, sem abandonar o rap, mas deixando claro que Mac Miller já pensava muito além dele.

A nova edição será lançada pela Warner Records em 2 de outubro de 2026.

Fontes

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