
Pretinho da Serrinha vai transformar o projeto Batuke em uma turnê nacional de dez apresentações, com passagem por diferentes regiões do país entre setembro de 2026 e janeiro de 2027. A abertura acontece em 6 de setembro, em Niterói, com entrada gratuita e retirada de ingressos pelo Ticket360.
Batizado de O Batuke do Pretinho da Serrinha, o giro leva para a estrada um formato que nasceu como roda de samba e cresceu até se tornar um dos projetos mais reconhecíveis da fase recente do músico. A primeira parada será na Reserva Cultural, em Niterói, com ingressos limitados a dois por CPF.
Depois da estreia, a turnê segue por Juiz de Fora, Salvador, Olinda, Florianópolis, Vitória, Porto Alegre, Brasília, Santos e Campinas. O encerramento está previsto para janeiro de 2027. A proposta não é simplesmente reproduzir o mesmo show em todas as cidades: a circulação deve incorporar artistas, referências e participações ligadas a cada região.
Esse caráter aberto já faz parte da identidade do Batuke. Criado em 2021, o projeto foi construído em torno da ideia de encontro, reunindo samba, convidados e repertórios que mudam de acordo com a ocasião. Em edições anteriores, nomes como Caetano Veloso, Marisa Monte, Martinho da Vila, Milton Nascimento, Péricles, Seu Jorge, Maria Rita e Zeca Pagodinho já passaram pela roda.
Um projeto de samba que cresceu para além do Rio
Embora tenha raízes claramente cariocas, o Batuke deixou há algum tempo de ser um evento restrito ao Rio de Janeiro. Em 2025 e 2026, a roda circulou por outras capitais e voltou a ocupar casas grandes, mantendo a lógica de convidados especiais e repertório pensado para a resposta do público.
O novo desenho nacional amplia essa ideia. A turnê foi selecionada pela Petrobras Cultural e tem patrocínio via Lei Federal de Incentivo à Cultura, o que ajuda a explicar a abrangência geográfica do roteiro. Em vez de concentrar datas no eixo Rio–São Paulo, o projeto vai atravessar Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Musicalmente, Pretinho da Serrinha tem currículo para sustentar esse formato híbrido. Multi-instrumentista, compositor e produtor, ele construiu carreira ao lado de artistas de diferentes gerações e gêneros, sem perder a ligação com o samba. Essa experiência ajuda a dar ao Batuke uma característica menos rígida: é uma roda, mas também é show, encontro, celebração e plataforma para convidados.
Para o público do Rio, a abertura em Niterói tem um peso extra por ser gratuita. Para o restante do país, a turnê oferece a chance de ver um projeto que normalmente depende muito do clima específico de cada noite. A expectativa é que essa imprevisibilidade — quem entra, o que muda no repertório, como cada cidade responde — continue sendo parte central do espetáculo.




