
Derry Brownson, tecladista e membro fundador do EMF, morreu aos 55 anos. A banda britânica confirmou a morte do músico em 14 de agosto. Brownson fazia parte da formação que levou o grupo de Cinderford ao sucesso internacional no início dos anos 1990 com a mistura de rock, pop e música eletrônica que marcou “Unbelievable”.
Segundo a imprensa britânica e americana, Brownson vinha enfrentando problemas de saúde relacionados a um tumor cerebral. Em julho de 2025, o músico passou por uma cirurgia para a retirada de um tumor cancerígeno. A notícia de sua morte foi divulgada pelo próprio EMF e repercutida por veículos como Entertainment Weekly e Louder.
Um dos arquitetos do som do EMF
Formado em 1989, na cidade inglesa de Cinderford, o EMF surgiu em um momento em que guitarras, batidas eletrônicas e a cultura das pistas começavam a se cruzar de maneira cada vez mais intensa no pop britânico. Brownson esteve no núcleo original ao lado de James Atkin, Ian Dench, Mark Decloedt e Zac Foley.
O salto internacional veio rapidamente. “Unbelievable”, lançada em 1990, tornou-se o cartão de visitas da banda e chegou ao topo da parada americana. O álbum de estreia, Schubert Dip, lançado em 1991, consolidou aquele encontro de rock alternativo, dance e pop que ajudou o EMF a se destacar no período.
Depois vieram Stigma, de 1992, e Cha Cha Cha, de 1995. Com a pausa do grupo em meados dos anos 1990, Brownson também seguiu outros caminhos musicais e fundou o Little Killers. O próprio site oficial do EMF registra essa fase como parte importante das trajetórias individuais dos integrantes.
Reunião, novos discos e a volta aos palcos
O EMF teve diferentes reencontros ao longo dos anos, mas retomou a atividade de forma mais consistente a partir de 2020. A banda voltou a gravar material inédito e lançou Go Go Sapiens em 2022 e The Beauty and the Chaos em 2024, além de realizar shows no Reino Unido, Europa e Estados Unidos.
Brownson participou dessa nova fase. De acordo com a cobertura da Entertainment Weekly, sua última apresentação com o EMF aconteceu em maio de 2026. A morte ocorre justamente em um período em que o grupo vinha celebrando a própria história e mantendo uma agenda ligada aos 35 anos de Schubert Dip.
As homenagens após a confirmação vieram de artistas e nomes ligados à cena alternativa britânica, incluindo integrantes ou perfis associados a Therapy?, Feeder e Ash, além de Alan McGee. Para uma banda cuja identidade sempre esteve ligada à energia coletiva, a perda de um membro fundador encerra um capítulo importante de uma história que atravessou mais de três décadas.




