
Beck volta a um território mais íntimo e cinematográfico em “Ride Lonesome”, álbum que chega em 18 de setembro pela Capitol Records e marca seu primeiro trabalho de inéditas desde “Hyperspace”, de 2019.
Depois de anos alternando colaborações, releituras e lançamentos pontuais, Beck finalmente colocou data em um novo capítulo de estúdio. “Ride Lonesome” terá 12 faixas e, segundo a loja oficial do artista, recupera parte da atmosfera de discos como “Sea Change” e “Morning Phase”, dois trabalhos em que o músico levou sua escrita para um campo mais contemplativo, acústico e melancólico.
O novo álbum também reúne músicos que participaram dessas fases anteriores e foi produzido pelo próprio Beck. A mixagem ficou a cargo de Nigel Godrich, colaborador de longa data conhecido também por trabalhos com Radiohead. A combinação sugere uma volta calculada a uma linguagem que o artista conhece bem, mas sem a intenção de repetir simplesmente o passado.
Um retorno depois de sete anos
“Hyperspace” saiu em 2019 e encerrou uma década em que Beck transitou entre pop eletrônico, folk, rock e arranjos mais atmosféricos. Desde então, ele manteve atividade constante, mas sem um álbum completo de material novo. “Ride Lonesome” chega, portanto, com peso especial dentro de sua discografia.
A faixa-título já antecipou o clima do projeto, enquanto “In The Night” ampliou a expectativa ao apontar para uma sonoridade mais noturna e introspectiva. A NME descreveu o novo single como parte de um álbum produzido por Beck e mixado por Godrich, destacando também o reencontro com texturas emocionais que marcaram alguns dos discos mais elogiados do cantor.
A lista de faixas inclui “Ride Lonesome”, “Run Away”, “In The Night”, “Failed Words”, “Bleed”, “Disappearing Act”, “For Your Love”, “Slow Canyon”, “It Ends Right Here”, “Falling Through My Hands”, “If You Don’t Know What Love Is” e “Beyond The Light”.
Beck em modo cinematográfico
O material de divulgação oficial apresenta “Ride Lonesome” como uma obra de clima amplo e visual, com produção que privilegia espaço, textura e interpretação. Essa abordagem coloca o disco em uma linhagem bastante específica da carreira de Beck: menos interessada em ironia ou colagem pop e mais concentrada em atmosfera e narrativa emocional.
Com lançamento marcado para setembro, “Ride Lonesome” se torna um dos retornos mais interessantes do calendário alternativo de 2026. Não apenas pela longa distância desde o último álbum de inéditas, mas pela escolha de revisitar uma linguagem que ajudou a definir a fase mais madura de sua carreira.




