SPIM 2026 começa hoje em São Paulo com Boogarins, Garage Fuzz, Ludovic e 26 shows pela cidade

SPIM 2026 começa em São Paulo com 26 shows em dez casas, reunindo Boogarins, Garage Fuzz, Ludovic, Garotas Suecas e outros nomes da música independente entre 12 e 16 de agosto.

Arte oficial do SPIM 2026, festival de música independente em São Paulo

O São Paulo Independent Music Festival & Conference ocupa dez casas de show entre 12 e 16 de agosto, reunindo nomes do rock alternativo, hardcore, indie, shoegaze e psicodelia, além de uma conferência gratuita sobre o mercado independente.

A cena independente brasileira ganha um circuito próprio em São Paulo a partir desta quarta-feira (12). O SPIM 2026 — São Paulo Independent Music Festival & Conference começa hoje e segue até domingo (16), espalhando 26 shows por dez casas de apresentação da cidade. A programação combina bandas veteranas do circuito alternativo com artistas mais novos e ainda reserva o fim de semana para debates gratuitos sobre produção, carreira, circulação e mercado musical.

Em vez de concentrar tudo em um único espaço, o SPIM transforma a própria cidade em palco. A abertura desta quarta passa pelo Bar Alto e pelo Porta, com Swave, Molho Negro, Julieta Social e Ottopapi. Nos dias seguintes, a programação chega a casas como La Iglesia, Casa Rockambole, Hangar 110, Casa Natura Musical, Cine Joia, Fenda 315 e FFFront.

Boogarins, Garage Fuzz, Ludovic e a força do circuito alternativo

Entre os destaques estão Boogarins, que leva seu rock psicodélico à Casa Natura no sábado (15), e nomes importantes de diferentes gerações da música independente brasileira. O Garage Fuzz toca na quinta-feira (13), na La Iglesia; o Ludovic se apresenta na sexta (14), na Casa Rockambole; e o Sugar Kane ocupa o Hangar 110 no sábado.

Também aparecem na escalação Garotas Suecas, Pelados, Menores Atos, Camarones Orquestra Guitarrística, Jovens Ateus, Molho Negro, Budang, Ana Paia e outras atrações que atravessam rock alternativo, pós-hardcore, punk, dream pop, emo, shoegaze e surf music. A variedade ajuda a transformar o evento em um retrato amplo de uma cena que normalmente aparece fragmentada em diferentes casas e nichos.

Festival também abre espaço para discutir o mercado

Além dos shows, o SPIM realiza nos dias 15 e 16 de agosto uma conferência gratuita na Casa Rockambole. Segundo a organização, serão dez painéis com cerca de 40 artistas e profissionais discutindo temas ligados ao cotidiano da música independente — da sustentabilidade de carreiras ao papel das casas de show, circulação internacional, selos e participação feminina no setor.

A proposta dá ao festival uma dimensão que vai além da sequência de apresentações. Em um mercado cada vez mais dependente de plataformas, redes sociais e turnês para sustentar projetos autorais, reunir artistas, produtores e profissionais em torno dos gargalos do circuito independente pode ser tão importante quanto os próprios shows.

Os ingressos individuais custam a partir de R$ 40, enquanto o passaporte para as cinco noites parte de R$ 220 na modalidade meia-entrada, segundo o site oficial. A programação completa, horários e informações de cada casa estão disponíveis nos canais do SPIM.

Fontes

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