
Chris Slade, baterista galês conhecido pelas passagens pelo AC/DC e por uma carreira que atravessou mais de seis décadas, anunciou que está se aposentando da bateria aos 79 anos. O músico comunicou a decisão em vídeo publicado em 22 de agosto, citando a idade e problemas de saúde que passaram a limitar sua capacidade de tocar.
Slade afirmou que vem sentindo os efeitos de um derrame sofrido cerca de sete anos atrás e que a condição piorou com o tempo. A decisão encerra uma trajetória profissional iniciada ainda na adolescência e marcada por trabalhos com nomes de diferentes gerações do rock e do pop britânico.
Do início com Tom Jones ao AC/DC
Nascido em Pontypridd, no País de Gales, Slade começou a trabalhar profissionalmente como baterista aos 16 anos, acompanhando Tom Jones. Depois, passou por grupos e projetos como Manfred Mann’s Earth Band, Uriah Heep, The Firm, Asia e trabalhos relacionados a David Gilmour, Gary Moore e Michael Schenker.
Seu período mais conhecido começou no fim dos anos 1980, quando entrou para o AC/DC. Slade tocou no álbum The Razors Edge, lançado em 1990, e participou da fase que produziu alguns dos momentos mais populares da banda naquele período, incluindo a turnê que rendeu o registro Live at Donington. Ele deixou o grupo em 1994 com o retorno de Phil Rudd.
Duas décadas depois, Slade voltou ao AC/DC em 2015, durante a ausência de Rudd, e participou da turnê de Rock or Bust. Fora da banda australiana, manteve atividade constante e criou o The Chris Slade Timeline, projeto que revisitou repertórios de diferentes momentos de sua carreira.
Uma despedida sem apagar a história
No anúncio, Slade agradeceu aos músicos que tocaram com ele e ao público que acompanhou os shows do Timeline. Embora esteja deixando a bateria profissionalmente, indicou que pretende continuar ativo nas redes do projeto e compartilhar materiais de tempos em tempos.
A aposentadoria ganhou repercussão internacional e também foi noticiada no Brasil. People, Billboard Brasil, Blabbermouth e outros veículos confirmaram a decisão e destacaram a extensão de uma carreira iniciada ainda nos anos 1960.
O encerramento também reforça a dimensão do currículo de Slade. Poucos bateristas atravessaram tantos ambientes diferentes — do pop de Tom Jones ao hard rock do AC/DC, passando pelo progressivo, pelo rock de arena e por projetos de músicos que ajudaram a definir décadas distintas da música britânica.




