
O Wolf Alice lança nesta sexta-feira (21) The Clearing (B Sides), expansão do álbum de 2025 que recupera faixas deixadas de fora do corte final e inclui uma versão de “Hammond Song”.
O material funciona como um pequeno epílogo para The Clearing, disco que marcou uma nova etapa da banda britânica e consolidou a parceria com grandes estruturas de estúdio sem apagar o peso melódico e a tensão que sempre fizeram parte do grupo. Em vez de tratar as sobras de sessão como simples curiosidades, o Wolf Alice apresenta as novas faixas como parte do mesmo universo criativo do álbum.
A edição física em vinil de 7 polegadas reúne três músicas: “Gospel Oak”, “Hit The Sky” e “Hammond Song”. A última é uma releitura da composição eternizada por The Roches e conta com as participações de Julia Cumming, do Sunflower Bean, e Bria Salmena. Segundo a própria banda, as músicas nasceram durante as sessões de The Clearing, mas não encontraram espaço na sequência original.
“Gospel Oak” já havia sido apresentada antes como amostra do projeto e agora ganha contexto dentro da edição expandida. Nas plataformas digitais, The Clearing (B Sides) aparece associado ao repertório do álbum principal, ampliando a experiência para quem acompanhou o lançamento de 2025. A Apple Music lista a nova edição para 21 de agosto de 2026, enquanto a loja oficial do grupo confirma a mesma data para o vinil.
O lançamento também reforça um momento de estabilidade rara na trajetória do Wolf Alice. Desde My Love Is Cool, de 2015, a banda atravessou fases de indie rock, shoegaze, pop de arena e texturas mais densas sem se prender a uma fórmula única. The Clearing foi recebido como mais um deslocamento nessa trajetória, e os lados B ajudam a mostrar o que ficou nas bordas desse processo.
Mais do que um complemento para colecionadores, o novo material serve como documento das escolhas feitas durante as gravações. Em uma era em que versões deluxe frequentemente surgem como extensão comercial automática, o Wolf Alice opta por um formato menor e mais específico, centrado em canções que a própria banda diz ter mantido por perto mesmo depois da definição do álbum.
Para quem acompanha o grupo desde os primeiros EPs, o lançamento também recupera uma tradição antiga do rock britânico: lados B que acabam ganhando vida própria, às vezes tão cultuados quanto as faixas oficiais dos discos.




