
O Festival de Brasília do Cinema Brasileiro revelou a programação de sua 59ª edição, marcada para 11 a 19 de setembro de 2026, com mais de 70 produções, novas mostras paralelas e homenagens a nomes centrais do audiovisual nacional.
Um dos festivais de cinema mais tradicionais do país chega à nova edição com uma seleção ampla e um desenho de programação que tenta equilibrar competição, memória, formação e circulação de novos filmes brasileiros. O Cine Brasília segue como principal palco do evento, mas a programação também se espalha por outras atividades e espaços do Distrito Federal.
A Mostra Competitiva Nacional terá sete longas e 12 curtas. Entre os filmes de longa-metragem selecionados estão Pequenas Tragédias, de Daniel Nolasco; Privadas de Suas Vidas, de Gustavo Vinagre e Gurcius Gewdner; Se Eu Fosse Vivo… Vivia, de André Novais Oliveira; e Todo o Sentimento, de Ary Rosa e Glenda Nicácio. As sessões competitivas serão realizadas no Cine Brasília entre 12 e 18 de setembro.
Homenagens e cinema brasileiro em diferentes frentes
A edição de 2026 também prestará homenagem à atriz Julia Lemmertz, à cineasta Tata Amaral e à museóloga e conservadora audiovisual Fernanda Coelho. Lemmertz receberá o Troféu Candango de Conjunto da Obra, enquanto Tata Amaral será reconhecida com o Prêmio Leila Diniz. Fernanda Coelho receberá a Medalha Paulo Emílio Sales Gomes.
Além da competição principal, a programação inclui a Mostra Brasília, voltada à produção do Distrito Federal, além do retorno de segmentos como Caleidoscópio e Festival dos Festivais. O evento também terá o Festivalzinho, sessões especiais, debates, oficinas e atividades de mercado voltadas à circulação do cinema brasileiro.
A Mostra Brasília reúne quatro longas e 11 curtas e distribuirá quase R$ 300 mil em prêmios pelo Troféu Câmara Legislativa. Entre os longas estão Onde Moram os Irmãos, de Marisa Mendonça; Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, de Brenda Lígia e Edu Felistoque; Mapas, de Rafael Lobo; e Nem Todos Sabem, de Edileuza Penha de Souza.
Abertura, encerramento e programação especial
A abertura terá o curta histórico Brasília — Planejamento Urbano, de Fernando Coni Campos, e o longa inédito A Pele Morta, de Denise Moraes e Bruno Torres. A cerimônia de premiação acontece em 19 de setembro, no Cine Brasília, seguida da exibição de Verão da Lata, de Santiago Dellape.
A programação também reserva espaço para televisão e streaming: três episódios da série Delegado, produzida por Kleber Mendonça Filho, estão entre as atrações anunciadas. A presença de uma obra seriada dentro de um festival historicamente voltado ao cinema reforça como as fronteiras do audiovisual brasileiro vêm ficando cada vez menos rígidas.
O anúncio completo chega depois de um período de incerteza financeira. O Governo do Distrito Federal voltou atrás e confirmou a liberação dos recursos necessários para manter o evento. Com isso, o festival preserva as datas de setembro e entra agora na fase final de preparação.




