
Depois de anos construindo uma trajetória baseada em singles, colaborações e shows de alta energia, o duo australiano Peking Duk finalmente chega ao primeiro álbum de estúdio. Paradise é lançado nesta sexta-feira, 14 de agosto, e abre uma nova fase para Adam Hyde e Reuben Styles.
O lançamento encerra uma espera incomum para um projeto que já circula há mais de uma década pela cena eletrônica. Peking Duk ficou conhecido por misturar dance music, pop, electro e elementos de rock em faixas pensadas tanto para pistas quanto para festivais, mas até agora havia construído sua discografia principalmente em torno de singles e EPs.
Um álbum pensado para ampliar a identidade do duo
No material de divulgação do disco, Reuben Styles descreveu Paradise como um trabalho mais aventureiro, tanto sonoramente quanto em seus temas. A proposta é ampliar a fórmula que transformou Peking Duk em um dos nomes mais reconhecíveis da música eletrônica australiana sem abandonar o peso dos refrões e a vocação para grandes palcos.
Um dos sinais dessa direção apareceu antes do lançamento com “Let Go”, colaboração com Matt Corby. A faixa desacelera o ritmo tradicional do duo e aposta em um clima mais emocional, mostrando uma faceta menos explosiva e mais melódica. Segundo Adam Hyde, a música resume bem o espírito do projeto ao unir vulnerabilidade e impacto.
O site oficial de Peking Duk já apresenta Paradise como o novo álbum do grupo, reforçando o lançamento como o principal foco desta fase. A chegada do disco também vem acompanhada por uma agenda extensa de shows, consolidando a estratégia de transformar o álbum em uma nova era ao vivo.
Turnê começa em setembro
A turnê australiana de Paradise começa em 25 de setembro, em Newcastle, e segue até 27 de novembro, com encerramento em Melbourne. O roteiro inclui cidades como Townsville, Cairns, Byron Bay, Brisbane, Gold Coast, Canberra, Hobart e Sydney.
Para uma dupla que sempre teve no palco uma parte central de sua identidade, a turnê deve funcionar como o teste definitivo para o novo repertório. O desafio agora é mostrar como faixas concebidas dentro de um álbum — e não apenas como singles independentes — se encaixam em um espetáculo conhecido por alternar euforia, humor e intensidade.
O lançamento de Paradise marca, portanto, mais do que a estreia de Peking Duk no formato de longa duração. É também uma tentativa de reorganizar uma carreira já consolidada em torno de uma obra central, algo que pode redefinir a percepção do duo fora do circuito de festivais e da lógica de hits isolados.




